segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como fui me apaixonar...

Oi Pessoal,
Desculpem a demora em postar novamente... semanas bem agitadas por aqui.  Agora nosso bebê tem nome... Levi.  O nosso pequeno príncipe!

Bem, com a novidade vem a alegria, a identificação do bebê, os planos personalizados, e também a correria: começa o planejamento do quartinho, enxoval... e no meu caso tudo novo.  Já que tudo que eu tinha era rosa ou lilás... Mas não quero falar desses problemas de consumo.  O assunto aqui é parir...

E o que leva uma mulher a querer parir, o que leva uma mulher a querer passar pelas "dores" de um parto natural?  Isso é o que me perguntam constantemente e por isso fiquei motiva a iniciar o projeto deste blog.  Então vou começar contando meus motivos, desde o princípio.  Claro que é uma experiência muito pessoal. 

Antes mesmo de pensar em ter filhos uma amiga minha teve seu parto humanizado.  E eu também fiquei curiosa em saber o que a motivava tanto pelo parto natural. E ela falava do seu parto com muito entusiasmo.  Isso muito me intrigou!!! Mas confesso que não foi uma simples curiosidade.  Eu fiquei interessada.  Pois sempre tive pânico de anestesia, cirurgia, hospital, etc...  Então percebi que existiam outros caminhos.

E eu não hesitei em bombardear minha amiga com perguntas.  E ela muito empolgada me explicava todas as vantagens de um parto natural.  Dente as vantagens relatadas por ela lembro-me perfeitamente de 3 pontos principais:

1) um procedimento sem intervenções farmacológicas é muito mais saudável para mãe e para o bebê, afinal sabemos que qualquer medicamento, desde hormônios sintéticos até  anestésicos, tudo tem seu efeito colateral.  E, no caso do parto, esses efeitos não são nada brandos, porém muitas vezes são ignorados em nome da comodidade (tanto da mãe quanto da equipe médica);

2) neste tipo de parto a mãe tem uma recuperação muuuuito mais rápida e pode cuidar pessoalmente de seu bebê desde o primeiro dia.  A mãe fica mais ativa e independente;

3) o bebê sai do útero e vem direto para o colo da mãe mamar.  Pensa, que gostoso!!!  .  Fica no colinho sentindo nosso cheirinho.  Isso para mim foi o máximo... o melhor!!!

A partir daí comecei uma busca implacável por informações, por profissionais, por recursos.  E logo nas primeiras leituras algo tocou meu íntimo.  Não foi uma decisão meramente racional... eu me apaixonei.  E paixão é paixão.  Algo dentro de mim pedia por um parto assim.

Verdade que eu nunca gostei de hospital e cirurgia, e não fazia sentido para mim entrar num centro cirúrgico para ter um bebê. Achava frio nascer num centro cirúrgico.  A possibilidade do bebê nascer num ambiente mais normal me trazia conforto. 

Pode ser que isso venha da minha própria experiência de nascimento.  Eu nasci de uma cesárea de urgência, que culminou em mãe com infecção hospitalar e filha recebendo todo tipo de intervenções, separação pelos 15 primeiros dias de nascimento e privação de amamentação (um caso bem extremo) .

Claro que pode ser este o grande motivo.  No meu íntimo eu já sabia que não queria esse desfecho para meus filhos.  No meu íntimo pode ser que eu já tinha conhecimento das dores de um recém-nascido que é parido a força (pois na cesárea o bebê é arrancado do útero sem estar esperando) e separado da mãe (não tem como vir ao colo de uma pessoa que está anestesiada e cheia de tubinhos nos braços).

Vai ver este era meu grande medo... às vezes vem daí o pânico de centro cirúrgico. 

Bem, só sei que quanto mais eu me informava mais eu confirmava o desejo por um parto natural.  E ainda hoje me sinto apaixonada. 

Na próxima semana prometo mais detalhes sobre as diferenças entre os tipos de parto.

Abraços,
Tati

Um comentário:

  1. Espero ansiosamente pelos próximos posts.
    Parabéns por essa iniciativa linda de compartilhar ideais e ideias... e principalmente suas razões... bjo grande...
    com amor e saudades... Lili

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