Gente, não tenho nem palavras para descrever este vídeo: O Renascimento do Parto - Promocional.
Maravilhoso e dispensa apresentações.
http://www.youtube.com/watch?v=3B33_hNha_8
Abraços,
Tati
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Como fui me apaixonar...
Oi Pessoal,
Desculpem a demora em postar novamente... semanas bem agitadas por aqui. Agora nosso bebê tem nome... Levi. O nosso pequeno príncipe!
Bem, com a novidade vem a alegria, a identificação do bebê, os planos personalizados, e também a correria: começa o planejamento do quartinho, enxoval... e no meu caso tudo novo. Já que tudo que eu tinha era rosa ou lilás... Mas não quero falar desses problemas de consumo. O assunto aqui é parir...
E o que leva uma mulher a querer parir, o que leva uma mulher a querer passar pelas "dores" de um parto natural? Isso é o que me perguntam constantemente e por isso fiquei motiva a iniciar o projeto deste blog. Então vou começar contando meus motivos, desde o princípio. Claro que é uma experiência muito pessoal.
Antes mesmo de pensar em ter filhos uma amiga minha teve seu parto humanizado. E eu também fiquei curiosa em saber o que a motivava tanto pelo parto natural. E ela falava do seu parto com muito entusiasmo. Isso muito me intrigou!!! Mas confesso que não foi uma simples curiosidade. Eu fiquei interessada. Pois sempre tive pânico de anestesia, cirurgia, hospital, etc... Então percebi que existiam outros caminhos.
E eu não hesitei em bombardear minha amiga com perguntas. E ela muito empolgada me explicava todas as vantagens de um parto natural. Dente as vantagens relatadas por ela lembro-me perfeitamente de 3 pontos principais:
1) um procedimento sem intervenções farmacológicas é muito mais saudável para mãe e para o bebê, afinal sabemos que qualquer medicamento, desde hormônios sintéticos até anestésicos, tudo tem seu efeito colateral. E, no caso do parto, esses efeitos não são nada brandos, porém muitas vezes são ignorados em nome da comodidade (tanto da mãe quanto da equipe médica);
2) neste tipo de parto a mãe tem uma recuperação muuuuito mais rápida e pode cuidar pessoalmente de seu bebê desde o primeiro dia. A mãe fica mais ativa e independente;
3) o bebê sai do útero e vem direto para o colo da mãe mamar. Pensa, que gostoso!!! . Fica no colinho sentindo nosso cheirinho. Isso para mim foi o máximo... o melhor!!!
A partir daí comecei uma busca implacável por informações, por profissionais, por recursos. E logo nas primeiras leituras algo tocou meu íntimo. Não foi uma decisão meramente racional... eu me apaixonei. E paixão é paixão. Algo dentro de mim pedia por um parto assim.
Verdade que eu nunca gostei de hospital e cirurgia, e não fazia sentido para mim entrar num centro cirúrgico para ter um bebê. Achava frio nascer num centro cirúrgico. A possibilidade do bebê nascer num ambiente mais normal me trazia conforto.
Pode ser que isso venha da minha própria experiência de nascimento. Eu nasci de uma cesárea de urgência, que culminou em mãe com infecção hospitalar e filha recebendo todo tipo de intervenções, separação pelos 15 primeiros dias de nascimento e privação de amamentação (um caso bem extremo) .
Claro que pode ser este o grande motivo. No meu íntimo eu já sabia que não queria esse desfecho para meus filhos. No meu íntimo pode ser que eu já tinha conhecimento das dores de um recém-nascido que é parido a força (pois na cesárea o bebê é arrancado do útero sem estar esperando) e separado da mãe (não tem como vir ao colo de uma pessoa que está anestesiada e cheia de tubinhos nos braços).
Vai ver este era meu grande medo... às vezes vem daí o pânico de centro cirúrgico.
Bem, só sei que quanto mais eu me informava mais eu confirmava o desejo por um parto natural. E ainda hoje me sinto apaixonada.
Na próxima semana prometo mais detalhes sobre as diferenças entre os tipos de parto.
Abraços,
Tati
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O Sonho...
Geste, esta semana eu tive um sonho que gostaria de compartilhar aqui no blog.
Eu comecei a contar para vocês na semana passada sobre meu sonho de ter um parto humanizado e mais natural que o parto da Laís (que seja sem intervenções). Pois acreditam que a dois dias sonhei que acordava em um hospital desconhecido, com uma cirurgia de cesárea e um bebê dormindo em uma bercinho a uma distância que eu conseguia vê-lo mas não conseguia tocá-lo. Ao meu lado somente uma enfermeira desconhecida. Foi muito estranho. Eu comecei a chorar e perguntei por que estava ali, por que da cesárea, cadê meu marido, etc... e a enfermeira não sabia informar sobre nada. E eu tentava me lembrar do parto e não tinha memória nenhuma de trabalho de parto, nem de parto, nem de nada. E entrei em pânico!!!! E eu falava "Mas não estava na hora de nascer ainda!!!" E olhava o bebê dormindo e no sonho eu até duvidava se ele(a) era realmente meu.
Gente, acordei em pânico, passei a mão na minha barriguinha (que tá bem grandinha para 5 meses) e tive certeza de que foi só um sonho. Alívio!!!
Bem, neste sonho vivi o meu contra-sonho!!!! Totalmente o contrário do desejado. E fiquei analisando o que era pior naquele sonho. Sabem o que mais me incomodou?
Não foi a cesárea em si, mas foi não ter lembrança nenhuma. Foi não saber nada sobre aquela situação. E a sensação mais forte que me ficou deste sonho foi o sentimento de que tinha perdido a oportunidade de viver o parto, seja como fosse. E no sonho lembro que eu chorava e pensava, “Passou tudo e eu não vi nada, como pode?”
E fiquei pensando que muitas vezes é assim mesmo que acontece. Às vezes a gente chega num ponto da vida sem saber como nos deixamos levar até ali. E dá um pânico!!! Meu cenário foi o parto, acho que pelo momento atual!!! Mas me fez pensar em vários aspectos da vida e da maternidade.
No sonho eu me via sem ter tido chance de decidir, de escolher, nem ao menos de viver nada daquele parto. Não tinha nem as recordações. Mas às vezes temos as recordações, mas só elas. Não vivemos o momento de maneira plena, presente, consciente. E depois dá um pânico, um arrependimento de ter deixado a vida no piloto automático.... Igual naquele filme "Click", lembram? Neste filme o protagonista delega todos os momentos difíceis ao controle remoto. E passa a vida sem tomar decisões e sem viver nada, nem momentos bons e nem momentos ruins, simplesmente a vida passou e ficou o vazio de não ter vivido.
O sonho foi terrível, acordei mal e fiquei pensativa o dia todo, mas acho que acabou vindo a calhar para iniciar o assunto da humanização do parto no blog. Acho que uma primeira resposta para pergunta do blog pode ser esta:
“Parir para viver o momento de maneira plena, sem delegar a dor que me compete.”
Também gostaria de contar uma experiência interessante que vivi com minha filhota de três anos esta semana.
Dia desses no carro a Laís me perguntou “Por onde o nosso neném vai sair?”
Eu respondi: “Pela bebé” – este é nosso apelido carinhoso para a genitália feminina – “Quando o neném estiver ponto ele vai destrancar a portinha e vai escorregar até sair pela bebé.”
Ela perguntou “Tem que cortar a barriga?” – perguntou porque provavelmente já ouviu alguém falando isso, claro. E eu respondi “Só se acontecer alguma coisa e a portinha não destrancar”.
E então ela perguntou algo que eu não esperava... “Vai doer?” – até ela já está preocupada com a dor – respondi: “Doe um pouco sim, minha filha, mas vale a pena porque logo em seguida o neném vem para o colinho ficar com a gente e mama gostoso!!!”
Bem, foi o melhor que pude dizer. Foi de coração!!!
Se alguém souber interpretar sonhos, eu aceito... Acredito que vai contribuir muito neste processo.
Bjs e até semana que vem!
Tati
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Por que este blog?
Sou mãe de uma menininha linda de 3 aninhos e estou grávida de 19 semanas (ainda não sei se de um menino ou de uma menina). Na primeira gestação fiz um blog bem pessoal, sobre minha dúvidas, sentimentos e acontecimentos. O objetivo era informar amigos e familiares sobre o andamento da gestação, foi algo bem pessoal. Nesta gravidez senti necessidade de escrever, falar, comunicar, mas de maneira mais ampla as inquietudes, alegrias e conhecimentos que estão entrando na minha vida.
O momento é diferente. Os sentimento também. Na primeira gestação eu me preocupava muito com questões práticas e financeiras. Agora confesso que não estou nenhum pouco preocupada com tais questões... e isso até surpreende, pois meu perfil é bem controlador, e deixa as pessoas ao redor meio intrigadas. Pode parecer até que estou desleixada. Mas acho que na verdade estou mais interiorizada.
Quero viver cada emoção desta gestação, acho que estou dentro de uma caverna onde só consigo enxergar minha barriga, meu bebezinho, minha filhota e meu maridão. Minhas preocupações se resumem em: "Como vai ficar nossa família?", "Como vai ser a personalidade deste bebê?", "Como vai ficar a cabecinha da filhota mais velha?", "Como vou lidar com as questões do parto e pós-parto?".
As questões relacionadas ao parto são bem fortes, pois na primeira gestação esta foi uma busca intensa: ter um parto humanizado, o mais natural possível era minha meta!! Meta que atingi parcialmente. Tive um parto normal, mas não foi do jeito que sonhei. Foram necessárias algumas intervenções, que eu não desejava. Mas minha filha nasceu bem, saudável e eu me recuperei muito bem. Porém a questão ficou na minha cabeça durante estes 3 anos: Por que parir naturalmente não foi possível no meu caso? O que me fez travar durante o trabalho de parto? Por que parir pode ser tão importante para um mulher?
Bem, estou em busca dessas respostas. Já tenho algumas pistas, algumas inferências, alguns sentimentos e muita informação que desejo compartilhar com vocês, leitores interessados no assunto. A evolução deste blog vai representar uma evolução pessoal, mas meu desejo é que possa contribuir e receber contribuições de outras mulheres e outros profissionais de forma a crescer e fazer este movimento crescer. Pois acredito que este é o caminho de uma evolução muito mais profunda que a simples fisiologia de parir.
Vamos comigo?
Bjs
Tatiana
O momento é diferente. Os sentimento também. Na primeira gestação eu me preocupava muito com questões práticas e financeiras. Agora confesso que não estou nenhum pouco preocupada com tais questões... e isso até surpreende, pois meu perfil é bem controlador, e deixa as pessoas ao redor meio intrigadas. Pode parecer até que estou desleixada. Mas acho que na verdade estou mais interiorizada.
Quero viver cada emoção desta gestação, acho que estou dentro de uma caverna onde só consigo enxergar minha barriga, meu bebezinho, minha filhota e meu maridão. Minhas preocupações se resumem em: "Como vai ficar nossa família?", "Como vai ser a personalidade deste bebê?", "Como vai ficar a cabecinha da filhota mais velha?", "Como vou lidar com as questões do parto e pós-parto?".
As questões relacionadas ao parto são bem fortes, pois na primeira gestação esta foi uma busca intensa: ter um parto humanizado, o mais natural possível era minha meta!! Meta que atingi parcialmente. Tive um parto normal, mas não foi do jeito que sonhei. Foram necessárias algumas intervenções, que eu não desejava. Mas minha filha nasceu bem, saudável e eu me recuperei muito bem. Porém a questão ficou na minha cabeça durante estes 3 anos: Por que parir naturalmente não foi possível no meu caso? O que me fez travar durante o trabalho de parto? Por que parir pode ser tão importante para um mulher?
Bem, estou em busca dessas respostas. Já tenho algumas pistas, algumas inferências, alguns sentimentos e muita informação que desejo compartilhar com vocês, leitores interessados no assunto. A evolução deste blog vai representar uma evolução pessoal, mas meu desejo é que possa contribuir e receber contribuições de outras mulheres e outros profissionais de forma a crescer e fazer este movimento crescer. Pois acredito que este é o caminho de uma evolução muito mais profunda que a simples fisiologia de parir.
Vamos comigo?
Bjs
Tatiana
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